sexta-feira, 28 de maio de 2010
A GRANDE FAMÍLIA
Como se pode perceber a Ordem DeMolay tem suas próprias raízes, sua própria história, e uma essência de ser e trabalhar totalmente sua, e é portanto uma instituição Soberana, Autônoma e Independente desde o seu início; surgiu pela reunião de jovens e não de maçons, surgiu pelo carinho, afeto e companheirismo mútuo de cidadãos e não de uma instituição. Nascemos livres, e livremente optamos por nos associarmos com a “Maçonaria”, é então legítimo esclarecer que mantemos em nossas mãos o direito de primogenitura igual ao dos povos de comandar nosso destino. Somos livres para escolher com quem nos associamos, e mesmo com quem não mais nos relacionamos, conforme única e exclusivamente a nossa vontade. Uma instituição que nasce sob esta bandeira de liberdade é rapidamente conduzida a uma grande estrutura, e nós não somos exceção.
Desde o início percebeu-se a necessidade de abrir espaços para abrigar não somente jovens em suas reuniões, mas também todo o entorno, suas famílias, amigos, namoradas e círculos sociais. De mesma forma que fomos melhorando os espaços para os próprios jovens demolays trabalharem; foi desta forma que surgiram as tão estimadas e tão pouco valorizadas “Organizações Filiadas e Paralelas”. Já em 1927 surge a “Order of Chivalry”, hoje já extinta. Era o primeiro embrião da participação de jovens com idade inferior a de ingresso em nossa organização. Podemos dizer que eram a primeira versão dos nossos escudeiros. Pela mesma época aparecem os Clubes de Mães. Oriundos de um profundo afeto e respeito preconizado pelos fundadores com relação a figura materna, objetivam uni-las em nosso convívio e mesmo em algumas de nossas atividades.
Percebendo a grandiosidade do valor da família e o intenso interesse são criados e autorizados os Clubes de Namoradas, Pais e Parentes. Congregando também os demais membros da grande família DeMolay. Com o tempo e a constante confusão entre estes dois órgãos houve a autorização para que as mães também integrassem o segundo grupo, unificando a participação dos familiares. Infelizmente ainda persistem as más interpretações nesta temática. Da necessidade de reconhecer esforços dos mais abnegados surge a Legião de Honra, e com a evidente necessidade de concentrar estes exemplos surgem os Preceptórios da Legião de Honra. Nesta mesma linha de raciocínio e necessidade, pouquíssimo tempo depois surge o grau honorífico de Chevalier, e seus organismos conhecidos como Cortes. O ritual deste grau é o primeiro a ser escrito inteiramente sem a participação do tio Frank Arthur Marshall, e o primeiro a reproduzir na integra um texto da bíblia.
Para reavivar o interesse dos “demolays” mais velhos e propiciar um estudo mais aprofundado estruturam-se os “Priories” aqui batizados de Conventos, organismos dos Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay. Ainda pensando nos “demolays” mais velhos, mas com foco no sênior surge a Associação DeMolay Alumni, que tem em sua estrutura os organismos conhecidos como “Capítulos Alumni”, aqui no Brasil também rebatizados e identificados como Colégios.
A ordem tem ainda a figura dos clubes internos de um capítulo, sendo principalmente dois, o Clube Comunitário, que visa reunir os membros que vivem próximos em uma determinada região e focar seus esforços em benefícios especiais daquela população; e o Clube Escolar, que igualmente reúne os membros que convivem em uma mesma instituição de ensino e os compele a empreender atividades em benefício daquela comunidade. Existe ainda o Clube DeMolay de Divulgação, que pode ser criado para iniciar o processo de captação de membros em uma determinada localidade, ele é patrocinado por um capítulo regular, recebendo uma Carta Constitutiva própria, e podendo inclusive vir a tornar-se um capítulo independente, quando em condições.
E para concluir a lista das principais Organizações Filiadas e Paralelas encontramos a Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda, que reúne crianças de 7 à 12 anos incompletos e reúnem-se nos belíssimos organismos denominados Távolas. Bem, este é em resumo o nosso timão, a nossa Grande Família.
domingo, 8 de novembro de 2009
FRANK SHERMAN LAND

Considerando a data cabe aqui um pequeno tributo ao nosso querido e amado Dad Land.
Frank Shermann Land, nascido em 21 de junho de 1890 em Kansas City, estado do Missouri nos Estados Unidos da América; seu pai, William Shermann Land, era madeireiro e sua mãe, Elizabeth Lothie, cuidava dos afazeres do lar, que contrariando a família casou-se com 15 anos e aos 16 anos teve Land. Quando tinha 2 anos sua família mudou-se para Saint Louis.
Bem cedo já demonstrava seu espírito de liderança. Sempre possuiu uma vida religiosa muito ativa; desde criança, na Igreja, e junto com os ensinamentos de sua mãe, Land conheceu a importância de uma filosofia de vida repleta de virtudes. Ingressou na Escola Dominical da Igreja Congressional de Fountain Park, onde foi presenteado com uma Bíblia, pela assiduidade - dez anos de freqüência ininterrupta - , e sobre a qual os primeiros DeMolays fariam o seu juramento.
Frank Land destacou-se dos demais jovens de sua escola pelo comportamento e interesse pelas atividades escolares, cívicas e da Igreja, e pelas pessoas. Land desde menino lia constantemente a Bíblia, sabendo de memória muitos de seus importantes ensinamentos. A idéia da reunião em sua casa surgiu quando uma vez ele disse a sua mãe que gostaria de fazer algo para os amigos, e de bem usarem o tempo disponível que tinham, e ela sugeriu o uso do porão, que foi decorado e preparado para as reuniões.
Em sua própria vida, as qualidades que possuía de despertar as aspirações humanas, seu senso de organização e de elevados ideais, estavam sempre presentes, desde sua infância. Em 1909, com 10 anos de idade, numa tarde de domingo ensolarado, Land recebia no porão de sua casa, como sempre fazia, dezenas de crianças da comunidade, que compareciam para assistir e tomar parte em uma cerimônia religiosa, dirigida por ele, e autorizado pela Igreja Congregacional de Kansas City, em seu programa para adolescentes. No salão bem arrumado, via-se sobre a mesa principal, uma Bíblia, que ele havia ganho como prêmio da sua escola.
A classe foi tão interessante e popular que atraiu jovens de todas as redondezas e lhe proporcionou o Título de "O Menino Ministro de Saint Louis". Land pregava aquilo que ele desejava, o essencial de uma vida correta, uma filosofia que sua mãe havia lhe incultado. Em uma de suas preleções, com senso de bons propósitos, na profundidade de seus olhos azuis, começou assim: "Amigos são muito importantes. Nós devemos fazer amigos. Nós devemos compartilhar com eles. Nós devemos nos ajudar. Vou contar a vocês uma história do Velho Testamento sobre dois verdadeiros amigos, David e Jônatas." Ao finalizar a história ele recomendou: "Sejamos sempre leais uns aos outros. Sejamos sempre amigos e companheiros como eles foram também."

No começo do século 20 o meio-oeste dos Estados Unidos vivia na euforia de potenciais mudanças e de alto otimismo. Acreditava-se que o novo século traria progresso, curaria as feridas deixadas pela guerra ocorrida entre os Estados da Federação, e no desenvolvimento do oeste americano. Aguardava-se com emoção a inauguração da Feira Mundial em 1904 na cidade de Saint Louis, Theodore Roosevelt tinha assumido a Presidência após o assassinato do Presidente Willian Mckinley no dia 06 de setembro de 1901, e tomava medidas duras, para acertar a situação econômica do País. Períodos de grandes esperanças eram seguidos de recessão e depressão.
O negócio de madeira do pai de Land se deteriorara, tendo que encerra-lo ficando desempregado, e buscando nos bares o consolo para as suas dificuldades. Os problemas se agravaram no âmbito familiar com conflitos pessoais de tal ordem que somente restava uma solução, a dolorosa separação.
Atendendo o convite de sua mãe, Martha J. Sampson, Elizabeth deixou Saint Louis, indo para Kansas City em companhia dos filhos, Land com 12 anos e sua irmã Etta Glen com 7 anos. A avó Martha deu a filha e aos netos seu amor com toda sua plenitude, convivendo com eles por muitos anos.
Em Kansas City, ele completou seus estudos e quando atingiu 19 anos, havia-se tornado um dirigente de restaurante de sucesso e, como artista amador, ele era o espírito vivo na organização para embelezar a cidade.
Elizabeth sentiu dificuldades dessa mudança de vida, principalmente por seus filhos terem de se ajustar a um novo lar, uma nova cidade, uma nova vida.
Para Land foi mais difícil ainda a adaptação. Ele sentia a falta do pai e a falta de uma personalidade masculina no lar, pois sua avó era viúva. O amor para sua mãe, sua avó e sua irmã se transformaram quase em uma devoção. Porém um jovem com 12 anos necessita ter um homem ao seu lado em quem confiar, a quem contar seus problemas, e de quem possa ter respostas as intrigantes questões da vida. Esta antiga necessidade em sua própria vida o levou a buscar soluções mais tarde, tiradas de suas próprias conclusões, aos jovens de sua grande Nação, através da Ordem DeMolay.

Frank S. Land era muito ativo na Maçonaria e com 25 anos de idade foi nomeado Diretor do Bureau de Serviços Sociais do Rito Escocês. Foi Presidente do Conselho DeMolay dos Cavaleiros Kadosch e, presidiu, em 1931, o Templo Ararat da "Ancient Arabic Order of the Nobles of the Mystic Shrine".
Ele foi agraciado com o Grau 33 da Maçonaria (Rito Escocês Antigo e Aceito), na idade quase sem precedentes de 35 anos. Seis anos depois foi eleito Grão-Mestre da Grande Loja do Missouri. Em 1954 assumiu o cargo de Potentado Imperial do Conselho Imperial do âShrineâ da América do Norte, e em 1954 foi premiado com a primeira Medalha Internacional de Ouro do Real Arco, pelo Grande Capítulo Geral dos Maçons do Real Arco (Rito York).
Frank Land foi diretor, consignatário e membro de inúmeras diretorias e conselhos. Recebeu diversas honrarias porém sempre dedicou-se à Ordem DeMolay. Foi designado Cidadão Extraordinário em uma mensagem Oficial pelo então Presidente dos Estados Unidos da América, o General Dwight D. Eisenhower, em 1958.
Com a Ordem DeMolay tomando que todo o seu tempo absoluto, Frank ainda encontrava tempo para se dedicar aos afazeres de sua comunidade.Foi presidente da junta escolar de Kansas City, Diretor do Banco Nacional de Colômbia, Administrador da Biblioteca Hanrri S. Truman, etc. Com o passar da história DeMolay, generais, líderes cívicos, oficiais do governo, entre tantos outros, eram seu "filhos" e Frank era seu "pai" (Nos EUA, Frank é chamado de "Dad", pai). Como homem , Frank S. Land era extremamente dedicado as pessoas. Era impecável tanto na aparência quanto no comportamento. De porte médio, sua aparência e carisma irradiava amizade a quem o cercava. A Ordem DeMolay se completava com Frank S. Land.Faleceu repentinamente em 08 de novembro de 1959, vítima de um edema pulmonar. Sua morte chocou o mundo inteiro!
Seus funerais foram acompanhados por mais de 1000 pessoas. Homens, Mulheres e, principalmente, Jovens, que tiveram suas vidas dignificadas pelo honroso trabalho de Frank S. Land, nos excelsos princípios que aprenderam no Altar de seus Capítulos.* Imagens retiradas da internet.