terça-feira, 12 de outubro de 2010

ECC - 2010.



No dia 09/10/2010, na Ilha do Guará Grande, vulgo, ilha dos bombeiros, Floripa/SC, ocorreu o Encontro Catarinense da Cavalaria deste ano. O evento reuniu mais de 45 cavaleiros, estando representados todos os convento de Santa Catarina, bem como o Gabinete Estadual da Liderança Juvenil, através de seu presidente, o Mestre Conselheiro Estadual Ir. Paulo Gavassoni. De mesma forma o Grande Capítulo Estadual este presente, através do tio Rafael Mayer, Grande Mestre Estadual; do irmão e tio Dario Labandeira, Oficial Executivo para a 4ª Região, e o Ir. Vinicius Pereira, chefe de gabinete do GCE/SC.

Destaque especial para a organização do evento, que cumpriu com a promessa de oferecer um evento tranquilo, sem qualquer contra tempo ou impecílio. Saimos todos do porto dos bombeiros rumo a ilha, em transporte maritimo que esteve a nossa disposição. O local, ja previamente preparado recebeu a ordem e não deixou a desejar em nada.

Da abertura oficial, ao encerramento de mesma forma, tivemos o prazer de realizar um encontro completo. Tivemos uma grande conversa sobre a Ordem de Cavaleiro, o Ilustre Rito da Cavalaria do Brasil e a Ordem do Templo. O banquete ritualistico, que encantou a todos, conhecido como a Távola Festiva, foi brilhantemente executado. O sentimento do comer e beber reunido aos irmãos, nutrindo o corpo e a alma ficou evidente. Tivemos ainda a realização das Ordens de Cavaleiro da Capela e Cavaleiro da Cruz de Salém. Um encontro de lideranças que possibilitou uma grande troca de vivências entre os conventos de SC, e os constantes lanchinhos de que os demolays tanto gostam...

Um evento para ficar na história. Reviver uma reunião do templo, a caráter, em uma ilha isolada, remete de imediato a forma de vida daqueles que tomamos como exemplos. Servir fiel e humildemente, reunidos como irmãos.

O agradecimento é enorme a toda a organização. Irmão Dario, Aléssio, Eládio, e todos os demais que possibilitaram a realização do evento..

Grande Abraço, e que se repitam os encontros destes templários de coração...

domingo, 10 de outubro de 2010

Aprender e Perdoar...

A criança inocênte a tudo perdoa e esquece. O velho ranzinza a nada perdoa e nunca esquece. Somente o homem maduro perdoa com resignação mas nunca esquece com exemplar aprendizagem!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

ORAÇÃO AGONIZANTE



Saudações seres que por ventura tenham caido aqui...

Estes tempos tive uma mega intuição. Comecei a ouvir uma oração sendo recitada na minha mente, e em seguida ao pé do meu ouvido direito. Não pude conter a necessidade de escrever. Considerando que alguma parte possa ter se perdido neste processo abaixo transcrevo o que restou em pedaço de papel, agora na minha casa...

A nomenclatura "Oração Agonizante" pode ser um produto da minha mente apenas, por qualquer razão que no momento desconheço. Recebi a certeza de ser uma oração a ser feita na eminência da morte, quando se deve "bater um lero" direto com o criador.

Deus quem te clama, é ...
Sangue de Romanov.

Coroa de Rei,
Coração de Leão;

Filho de Rá,
Herdeiro de Salomão;

Alma de Mago,
Escudo de Fé;

Cruz de Ouro, Espada de Prata.

Espírito livre e parte de ti
... Clemência !

É notável a carga simbólica ai contida. Na realidade, tenho quase certeza que sequer deveria estar publicando isto, mas esta feito....

domingo, 12 de setembro de 2010

O Céu é meu teto, a Terra é minha pátria, a Liberdade é minha religião e a verdade minha busca e compromisso...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PRAGA DE GAFANHOTOS


A Ordem DeMolay desde sua fundação, no ano de 1919, teve uma grande publicidade no meio maçônico e mesmo profano, pois o nosso Dad Land empenhou-se em fazer conhecida nossa instituição. Com razão é fato importante de observarmos que inicialmente nossa “ordem” não estava tão fixa a este preceito, assemelhando-se mais a clubes e grupos jovens. O ritual em si só foi tornar-se elemento indispensável e de solene importância pouco tempo depois, produzindo uma pequena mudança no trato da forma como se divulgou nossa querida Ordem DeMolay.
De maneira bem clara, Frank Sherman Land objetivou espalhar a Ordem DeMolay pelo mundo, sendo que em apenas 7 anos já haviam mais de 1300 capítulos em solo estadunidense e vários estabelecidos em outros 8 países. Ao chegar no Brasil a ordem tomou novo fôlego publicitário, em geral, devido ao esforço de nosso tio Alberto Mansur que através do Supremo Conselho do grau 33 do REAA de nosso país, fez apresentar nossa instituição a todos com que mantinham relações. Do Brasil a ordem erradiou focos para a Bolívia e Paraguay. Com o tempo nosso Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil fez constituir sua comissão de Relações Internacionais, que assumiu um papel de grande atuação e relevante importância. Recebendo atualmente “carta branca” da Diretoria Executiva para bem conduzir os assuntos de sua área. Isto denota a maturidade e compromisso de seus membros. Atualmente liderados pelo querido irmão Carlos Eduardo Pereira Bernardes Amaral, do capítulo Recife nº031. O time completo pode ser visto no site do supremo conselho.
Dentre diversas atividades da comissão destacam-se as relações estabelecidas, e constante parceria com a Oficialária Executiva Jurisdicional do México, que vem demonstrando pujante crescimento e atuação. Recentemente nossos irmão mexicanos realizaram o Primeiro Congresso Nacional deles, em conjunto com a Ordem do Arco Íris, onde estivemos representados pelo então Grande Primeiro Conselheiro, e atual Grande Mestre, Irmão Wilson José Barbosa Júnior. Na ocasião firmamos ainda o Tratado de Mútuo Reconhecimento, Amizade e Fraternal Convivência entre as duas jurisdições de nossa ordem. O Ordem DeMolay promete grandes crescimentos na nação do México e isto em grande parte pela ação somatória de parcerias estabelecida pela comissão de Relações Internacionais do nosso SCODB.
Outra parceria de altíssima relevância é a que mantemos com o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Paraguay. No nosso último congresso nacional, ocorrido na eternamente bela cidade de Balneário Camboriú/SC, recebemos a enorme comitiva paraguaia, composta por mais de 116 demolays e um bom número de maçons. Estavam presentes os altos escalões daquele supremo conselho, especialmente o irmão Arturo Sasiain Lezcano, Mestre Conselheiro Nacional, e o tio Santiago Prates, Grande Mestre. Neste maravilhoso evento, onde mais de 840 demolays estiveram presentes, firmamos novo pacto de parceria entre nossos supremo conselhos, estabelecido pelo termo de Cooperação. Na oportunidade 5 irmãos do Paraguay receberam junto a outros do Brasil a Honorífica Ordem de Comendador da Cavalaria, equivalente ao Grau de Chevalier para os Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay.
Nossa incansável comissão de Relações Internacionais esta dedicando-se ainda a outros projetos, em especial na interação dos membros das jurisdições já mencionadas, o que, entre outras ações, culminará em breve em maravilhoso projeto a ser anunciado pelo Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, assumindo outra vez nossa tradicional posição de pioneirismo.

Fraternal e Sinceramente, eu sou,

Matheus R. B. C. De Noronha – CID 40942
Sênior DM – Membro da Grande Comissão de Relações Internacionais – SCODB
10/09/2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

MONTÉQUIOS E CAPULETOS

Para os que creem que divisões, rachas e todo tipo de cisão são problemas modernos de nossa ordem, um alerta: Olhem para trás. Nossa organização assim como qualquer outra composta por seres humanos esta fadada a ter em si a diferença de pensamentos. Serão vistos em nossos organismos os mais diversos modos de pensar, os mais diversos modos de entender e conceber a tudo o que há. Isto no geral é bom, basta que com isso saibamos aprender e direcionar corretamente como uma ferramenta útil.
Mas, quando os ditos “líderes” são inaptos para tal, e portanto não percebem os rumos que a instituição a que pertencem esta tomando, ou pior, quando permanecem simplesmente inertes mesmo quando conscientes, ai encontramos as mais variadas formas de divisões. Na Ordem DeMolay temos o primeiro grande caso em 1951 no estado de Ohio/EUA. Naqueles tempos Ohio, como o estado mais desenvolvido e politizado em termos de Ordem DeMolay, começou a questionar constantemente os exorbitantes valores praticados em nossa organização. Em especial uma região uniu-se e solicitou ao Oficial Executivo do estado que revisse esta posição. Some-se neste ponto as já diversas discordâncias para com os atos administrativos de tal Oficial Executivo.
As circunstâncias agravaram-se de tal forma que buscando uma forma de continuar trabalhando mas sem padecer das insolências de poder daquele gestor, um pequeno grupo de capítulos reuniram-se e decidiram por retirarem-se da Ordem DeMolay, criando assim a Ordem das Cruzadas, que funcionava com a mesma estrutura e estilo funcional. Tanto que estes capítulos permaneceram trabalhando no sistema de dois graus, sendo estes “Cavaleiro da Rosa Branca” e “Cavaleiro das Cruzadas”. Diante de tais movimentos o comando da ordem exerceu de fato seu poder sufocando a nova organização de todas as maneiras possíveis. Desautorizou seus líderes, desvinculou alguns, puniu outros, e tratou de reestabilizar a região. Assim esta nova ordem desapareceu em 1954. Estava aprendida a lição, e naquela nação não mais prosperaram os intentos divisionistas.
Tantas outras atividades similares vimos por todo o mundo. Aqui mesmo no Brasil vimos muitos movimentos descontentes com as resoluções e principalmente com a passividade de nosso supremo conselho. Muitas foram as vezes em que questionou-se o proceder dos gestores de nossa instituição, mas os descontentamentos que naturalmente configuram um pedido solene da base por mudanças não foram atendidos. Permanecemos com vários problemas e nenhuma intenção de estabelecer-se soluções reais. Vimos uma cascata de atos de protelação. Isto levou a que na década de 90 surgissem seríssimas desavenças entre o então Grande Mestre Alberto Mansur e muitos membros do estado de São Paulo e de algumas outras regiões, em especial o Nordeste. Dentre as principais reivindicações também figurava a questão financeira; e desta contenda surgiu a Ordem JDeMolay, cópia fiel de nossa instituição que mantinha inclusive o mesmo ritual, havendo apenas a troca das citações “DeMolay” pela nomenclatura “JDeMolay” como forma de diferenciação mínima.
A ferida não foi combatida, o movimento estabilizou-se e permaneceu isolado indo pouco a pouco pelo caminho da auto destruição por conta da falta de seus próprios líderes. Abria-se a brecha e não tardou a ver-se instalado o Grande Conselho de Capítulos do Estado de São Paulo. Desta vez o movimento de rebeldia é enorme e surge como um golpe muito bem planejado. Novamente o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, guiado por mãos fracas e pouco comprometidas não reage devidamente. Os arquitetos da nova instituição não contentam em separar-se mas rumam por uma campanha vasta em cooptar mais capítulos, o que o fizeram com alto êxito; vimos um segundo estágio, onde este mesmo grupo passou a fundar e instalar vários outros capítulos por si mesmo, criando um vasto campo de existência.
O que vimos neste episódio foi algo muito mais estruturado que contou com líderes, com apoio intelectual e mobilização das bases, não baseado no apoio institucional maçônico e sim numa reação interna da ordem. Logo converteu-se em um reduto onde a administração progressiva foi a marca registrada. Em breve espaço de tempo este grupo havia constituído seus próprios métodos e rotinas, atingindo melhorias significativas. Restava então o último passo: Blindar-se. O que fizeram maestralmente. Permaneceram trabalhando unidos, com solidez de comando e nenhum relacionamento externo. Criaram seu próprio mundo.
A partir deste momento sua existência mesmo que intocável para os demais membros da ordem permaneceu como um símbolo de resistência e insubmissão a hierarquia estabelecida. Alimentou os sonhos de muitos gananciosos e as esperanças de tantos outros idealistas. A “grande ordem” continuou seu caminho sem rumos, embaralhando-se em suas brigas. Diversas correntes, até mesmo rivais, começaram a alinhar seus esforços na tentativa de aumentar o poder de pressão sobre o supremo conselho, tentando desta maneira abrir caminho para novas e importantes mudanças.
A grande reivindicação da ordem naquele momento, e principal bandeira destas correntes era a necessidade de democratizar a ordem. Os antigos gregos foram sábios ao proporem a democracia e incutirem nela a necessidade da alternância de poder como único modo de garantir de fato as liberdades e os direitos dos homens, pelo que não se costuma encontrar em qualquer tipo de totalitarismo. Depois de quase três décadas as fileiras agonizavam por um novo comandante. Uma grande negociação foi feita para que isto ocorresse de forma harmoniosa, mas aos olhos de muitos isto nunca se tornaria realidade. Aqui fomos reféns dos propósitos pessoais e egoístas de alguns homens, que fervilharam o desejo de mudança incontrolável, mobilizaram jovens mentes, e os conduziram como gado à uma nova estrutura.
Subvertendo nossa autonomia, independência e soberania, uns poucos maçons tentaram tratar a Ordem DeMolay como propriedade intelectual e material de obediências maçônicas brasileiras, que sequer possuem sólido reconhecimento internacional. Aproveitaram-se das justas e necessárias reivindicações para satisfazer seus egos. Aviltando os ideais preconizados pelo Dad Land, compraram a cooperação externa e auto intitularam-se donos de nossa instituição; como se algo tão grande pudesse ser patrimônio de alguém senão de Deus; confundindo patrocínio e apoio com propriedade milhares de jovens e maçons dedicados foram conduzidos ao erro e enganados foram todos arrastados para o que conhecemos como “Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil”.
Vimos do meio dos jovens demolays surgir o pensamento puro de irmandade, e a reivindicação espontânea de união entre os irmãos. Surgiu o que ficou conhecido como MUB, Movimento Unifica Brasil. Que do meio das fileiras tentou, e tenta, gritar aos altos colares que eles a muito já não representam os ideais da ordem, e expressam claramente a necessidade do fim da cisão que divide a Ordem DeMolay brasileira, a maior do mundo. Mas estes mesmos irmão calorosos sentiram o peso do orgulho e das vaidades humanas quando foram calados nos eventos em que se manifestaram por seguranças em uso abusivo da força. Quando ouviram palavras ainda mais violentas e tiveram sua luta rechaçada por seus comandantes, vendo e sentindo o peso da opressão de que muitos ainda padecem, naquilo que deveria ser uma ordem de homens livres.
Os homens devem aprender a lição de pensar duas vezes antes de solicitar admissão em instituições, revendo com sinceridade o propósito de serem membros delas. E nós, a quem nos reconhecemos como irmãos, devemos pensar duas vezes antes de admitir, não somente novos membros, mas principalmente em admitir alguns dos “nossos” como líderes para que não paguemos o preço daqueles que não zelam por aquilo que é seu, pois em verdade estaremos descuidando de nós mesmos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

V M A - T 2

Uma das maiores questões abordadas por todas as culturas e formas sociais no geral é sobre a existência e natureza de Deus. Ora, e para a Ordem DeMolay, Deus existe? Deve esta questão receber também razoável atenção de nossos membros. A Ordem DeMolay tendo sido criada por um cidadão devoto e extremamente envolvido pela doutrina cristã, recebeu desde o inicio grande carga de importância nesta temática. Nós a encontramos em nossos rituais e leis a similaridade da forma como é disposta pela ordem maçônica, influência da proximidade de estruturas que possuímos.
Devemos lembrar que “acreditar em um ser superior” independente da forma, nome ou qualquer outra característica é qualidade essencial para iniciação em nossa ordem. Constantemente ouvimos a referência ritualística a esta força superior, a quem de forma extremamente adequada e inteligente denominamos Pai Celestial, pois esta é sua natureza. Uma paternidade universal. É fácil definir a Deus, ao contrário das dúvidas das multidões. Existe uma forma antiga e tradicional de definir Deus como o ser Trino Perfeito. A este ser é natural 3 características, sendo somente ele o possuidor destas. Tudo o que o homem conseguir enquadrar neste triângulo, será Deus. Deus é Onipresente, e estando em tudo também é tudo, o que inclui o homem. Deus é Onisciente, sendo tudo e possuindo consciência de si mesmo sabe de todas as coisas. Deus é Onipotente, pois sendo o todo, e sabendo de tudo, tudo pode. Este triângulo perfeito observa e conduz a tudo que existe em todos os planos da criação.
Muitos poderão alegar que tudo isto trata-se de pura crença. Alguns podem tomar como exemplo Willian James, o pai da Psicologia Pragmatista americana, que defende sua posição alegando que, crer em Deus é resultado da cultura, da civilização e dos hábitos. Pois a todos estes lembrarei que o mundo evolui e devemos todos nos atualizar constantemente. Hoje a existência de Deus é comprovada pela dita ciência objetiva. Um dos mais respeitados médicos cientistas da atualidade, o Dr. Deam H. Hamer, importante personagem no processo da medicina em desvendar o código genético do Homo Sapiens, foi ainda além, estudando e comprovando a existência do gene especialmente incluso em nossa constituição, ponte com o ser supremo, o gene VMA - T 2.
A ciência agora atinge o campo da energia inteligente capaz de pensar, através de experiências feitas pela Universidade da Califórnia, em San Diego e em Los Angeles; quando o Doutor Michael Persinger, neurocientista, realizando tomografias PET, computadorizadas, com emissão de pósitrons localiza entre os lóbos temporais uma luz; que o Doutor Vilaianu Ramachandran, neuropsiquiatra denomina de “o ponto de Deus”, eis a comprovação cientifica do tão conhecido chakra coronário. Hoje a ciência abre espaço para admitir em seus ramos a anterioridade do espírito à concepção física; a psicologia trans-pessoal já reconhece a sobrevivência e a reencarnação, etc. A Dr.ª Hanna Wolff, psicanalista alemã, estabeleceu em seus estudos que o Amor é o momento culminante da evolução humana. Assim nos aproximamos da união de conhecimentos ditos antagônicos, físicos e espirituais.
Allan Kardec, formula com propriedade a questão “Que é Deus ?”, que consta como primeira pergunta do Livros dos Espíritos, e as entidades lhe respondem: “A inteligencia suprema do universo e a causa primeira de todas as coisas”. Ai se encontra uma perfeita definição de Deus sem o limitar. Sendo Deus o Absoluto não pode caber em uma definição simples, neste momento podemos definir Deus como “A Inteligência Suprema” não havendo limite, sendo ele a causa primeira de tudo. Acompanhando a doutrina evolucionista de Charles Darwin, e as propostas transformistas de Jean Baptiste De Lamark, que explicam a evolução. As primeiras moléculas que se aglutinaram na intimidade das águas salgadas dos oceanos profundos, resultado das ondas batendo nas rochas, liberando naturalmente cadeias de açúcar, formaram as primeiras organizações vivas. Tudo conduzido por esta Inteligência Suprema.
Isaac Newton certa vez disse: “A maçonaria esta vinculada a todas as religiões”. De mesmo modo podemos considerar a Ordem DeMolay, pois existimos pelo entendimento das leis divinas e daquele que as criou e sustenta. O Insigne Voltaire teve oportunidade de dizer: “A maçonaria é a entidade mais sublime que eu já conheci”, “Reúne as criaturas humanas para torna-las verdadeiramente irmãs.” Não é de se duvidar, que teria ele considerado nossa organização como tal se nos tivesse tido igual oportunidade de conhecer, pois fazemos tudo isto no estágio mais conturbado e determinante da criatura humana.
Octogenário, Marie Arouet Voltaire aceita tornar-se membro da Grande Loja, sendo iniciado na loja “9 irmãs”, em Paris. Estavam presentes, Catarina da Prússia, através de seus embaixadores. Representantes da Itália, França e Inglaterra. Furkluar, o grande químico francês, Benjamin Franklin o notável físico americano. Antropólogos como Lamark. A nata da cultura francesa do século 18. Depois da iniciação é levado ao senáculo sendo recebido por Joseph Lalande, o próprio fundador da loja, e Cordose diz que é uma honra para a ordem recebe-lo. Ai ele produz para todos nós um precioso ensinamento. Ele responde de improviso: “Dizem que eu não creio em Deus, e eu não creio em Deus! Eu não creio no Deus que os homens fizeram, mas eu creio no Deus que fez os homens”. Matava ele o Deus antropomórfico, o Deus das paixões e dos exércitos, como imagem e semelhança dos homens. Advoga ali a necessidade de outra conceituação de Deus. A conceituação maçônica e demolay.
Sócrates e Platão o chamavam “Eidos”, “a idéia”. Aristóteles: “Morfei”, “a forma”. Baruch Espinosa chamava-lhe “Naturas natures”, “a natureza da natureza”; Jesus o chamava “Meu Pai”, João Evangelista: “O Amor”. Outros: “Causa primária da Vida”. As criaturas dos primórdios humanos iniciaram cultos as forças ignotas do universo sem a necessidade de nomeá-lo. Este é o nosso Deus, o Deus Pai, o Deus energia, o Deus Espiritual. O Deus do sentimento e da compreensão de cada um; o nome, pouco importa!
No alto das montanhas do mar morto, diante dos céus transparentes da Palestina, na comunidade essênia. “Vinde comigo”, dizia o Mestre ao discípulo. “Contemplai esses céus azuis bordados de astros que nos espiam com sua claridade luminífera, e eu vos conduzirei pelos labirintos da vida, para que possais encontrar a plenitude, coroando-vos com a coroa de Keether. Vinde pois comigo e atravessai este corredor estreito, em um caminho muito apertado, que ireis perambulando vagarosamente, sois candidato ao encontro com a consciência. E é necessário que atravesseis este caminho perigoso”. Assim eu o digo neste momento: Vinde meu irmão, estudai e torna-te verdadeiramente iniciado, ou de outra forma de pouco valerá sua iniciação em nossa augusta ordem.