domingo, 25 de abril de 2010

A PONTA DA ESPADA


Mais uma vez a guerra influi na Ordem DeMolay. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos membros da ordem foram enviados aos campos de batalha e participaram dos sangrentos conflitos, especialmente em solo europeu. Ao término da grande guerra alguns destes permaneceram nos países ocupados e estabeleceram novos capítulos, pelo que podemos citar o exemplo do surgimento da ordem na Alemanha que foi justamente assim. No entanto a maioria retornou aos EUA e retomaram suas vidas. Estes demolays que haviam participado da guerra tinham seu interesse de certa forma diminuído pelos trabalhos no capítulo, e em grande parte pelo amadurecimento acelerado que tiveram. Havia a necessidade de algo novo para reascender a chama da ordem nestes jovens. Então tio Frank Sherman Land decidiu que a semelhança da maçonaria era o momento oportuno de criar uma nova estrutura associada a organização.
E assim surge a “Knighthood”, ou a Cavalaria. Surgia a ponte entre o valor militar dos jovens que haviam retornado da guerra e dos antigos cavaleiros da idade média. Land aproveitou o antigo código de fidelidade a Deus e lealdade ao senhor feudal para incorporar os valores de fé em Deus e lealdade a nação, atributos tão evidenciados pelos jovens durante a segunda guerra. Notando o valor de liderança destes demolays mais velhos deixou claro na Ordem da Cavalaria, “nós aceitamos em nossas fileiras apenas aqueles que, pela prática e devoção à causa do bem, lideram em todo campo de empreendimento. Como os cavaleiros do passado, nós nos consagramos à proteção dos fracos e necessitados, dos oprimidos e dos que sofrem, e para construir uma ponte da cavalaria para uma vida melhor”.
Foi desta forma que dad Land decide escrever um novo ritual, conhecido inicialmente como “Parlamento DeMolay – A Ordem da Fidalguia”, e cujo nome “oficial” inicialmente era “Cavaleiros da Cavalaria da Santa Ordem dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay”. Suas unidades foram batizadas como “Priory”. No inicio a Ordem da Cavalaria funcionava a nível capitular, exatamente como eram as lojas capitulares do REAA, que iam do grau de Aprendiz até o 18º (Cavaleiro Rosa Cruz). Assim o convento, ou “priory” tinha o mesmo nome do capítulo. Land iniciou vários jovens na “Ordem da Fidalguia” e percebeu que isto renovava a motivação destes, especialmente nos trabalhos do capítulo, propôs a criação oficial tendo sido aprovada em 1946 pelo ISC; fez assim estruturar a ordem. O primeiro convento foi instituído no capítulo mãe em Kansas City, tendo como membros os chevaliers deste capítulo. O primeiro convento recebeu sua carta constitutiva em 27 de Outubro de 1947, e realizou sua primeira sagração em 10 de Janeiro de 1948.
Land definiu: “Não é um grau honorífico ou prêmio. É um grupo de trabalho engrenado nas atividades que os meninos mais velhos querem e gostam”. Logo no primeiro ano outros 51 capítulos solicitaram cartas constitutivas para instituírem seus conventos. Em Erlanger, Kentucky, de 4 a 7 de Julho de 1974 houve a primeira convocação internacional, consagrando a Ordem da Cavalaria. No entanto, atualmente a Ordem da Cavalaria esta em decadência nos EUA e esquecida pelo mundo, conservando sua força apenas no Brasil e ainda de certa maneira no Paraguay. Existem alguns casos, como o da Pennsylvania onde a “Knighthood” esta oficialmente proibida, tendo sido taxada de grave distração ao programa demolay.
Cavaleiros vós sois a ponta da espada, os primeiros a entrarem em combate e não descansarão até que a vitória seja assegurada. Vós sois o exemplo da ordem, e a linha de frente em qualquer combate, devem estar no centro onde o risco é maior e defenderão seus irmãos mais novos mesmo que com o custo da própria vida, isto é a cavalaria! Cavaleiros permaneçam firmes e que nossas esporas se choquem em cavalgadas futuras.

sábado, 17 de abril de 2010

SOLDADINHOS DE CHUMBO



E lá vem a historinha: Em 1919 foi fundada a Ordem DeMolay, e lá foram iniciados alguns homenzinhos, que fizeram algumas reuniões e assim surgiu nossa instituição. Mas que grupo de jovens exatamente era este que podia integrar nossas fileiras? Jovens, do sexo masculino, de conduta correta e elevada moral, mas e a idade? Á sim, entre 12 e 21 anos. Mas isto terá sido sempre assim? A resposta é NÃO. Hoje a frase: “entre 12 e 21 anos incompletos” é automática quando definimos “demolay” mas nem sempre foi assim. Relembremos que Louis Gordon Lower era um jovem adolescente e não tinha mais 12 anos quando da fundação de nossa organização.
Assim quando nosso amado tio Frank Sherman Land começou a estruturar nossa ordem definiu que dela fariam parte apenas jovens entre os 16 anos completos e os 21 incompletos. E assim foi por muito tempo. Pese que ai é forte a divisão pela faixa etária, que desta forma reunia jovens com os interesses e atividades similares, pois estão na mesma fase de desenvolvimento mental, emocional e no mesmo nível estudantil, bem como em inicio da fase laboral. Dad Land percebeu que jovens da mesma faixa etária interagiam melhor e portanto tendiam a produzir de forma mais espontânea a verdadeira convivência fraternal. Esta definição perdurou por aproximadamente três décadas, sendo alterada por volta da segunda metade dos anos 40; época em que a idade mínima foi diminuída para 14 anos completos. Uma nova alteração é feita na década de 70, diminuindo mais uma vez a idade mínima agora para 13 anos.
A primeira pergunta, por óbvio, é sobre qual o motivo destas alterações, sobre o que teria forçado a Ordem DeMolay a mudar um dos planos originais de seu fundador. A resposta para estas indagações esta nas datas em que estas mudanças foram implementadas. A própria fundação da Ordem DeMolay ocorreu depois de uma série de fatos graves envolvendo os Estados Unidos da América; primeiro o país foi varrido por uma epidemia de Pólio em 1916 e depois por outra de Tifo em 1918, nossa ordem surge poucos meses depois do fim da Primeira Guerra Mundial, até então “A Grande Guerra”. Tudo gera a verdadeira necessidade de reagrupar a juventude, afirmar os valores nacionais e criar a base para uma nova fase de crescimento.
A primeira alteração diminuindo para 14 anos o ingresso ocorre logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, que sendo o conflito mais sangrento de toda a história da humanidade manchou todas as sociedades constituídas exigindo delas nova postura. Depois a idade diminui ainda para 13 anos e isto ocorre em consequência do imenso desgaste estadunidense com a guerra do Vietnã; nesta vergonhosa derrota moral perdeu-se uma quantidade imensa de jovens e conjuntamente o sentimento de supremacia perante as demais nações, o que fere o ideário daquele povo. Estas mudanças no meio “demolay” é parte da onda de iniciativas que surgiram para equilibrar os estragos causados pelos conflitos. É um chamado a juventude para que participasse ativamente e formassem as próximas fileiras em defesa daquela nação. Pelas ruas cartazes convocando os jovens profanos ao serviço militar e não é de se duvidar que pelas lojas corressem impressos com nosso tio Land usando seu barrete do Shrine, apontando seu indicador sobre a frase “I want you for DeMolay”.
Em Julho de 1999 registramos nova alteração, e a idade mínima cai para 12 anos. Desta vez sem vinculação com crises externas, mas sim dentro da própria instituição que entrava em declínio aberto nos E.U.A. No Brasil percebe-se esta adaptação na constituição alterada em 10 de Maio de 2000, pela circular 020. E assim a Ordem DeMolay sempre esteve patrioticamente produzindo os soldadinhos de chumbo com os quais os deuses brincam e gostam de chamar de “homens”.
A Ordem da Cavalaria desde sua origem teve como regra a idade mínima de 17 anos, atualmente alguns estados dos EUA aplicam exceções para que um jovem demolay seja sagrado cavaleiro aos 16 anos conforme seus serviços já prestados a organização. A honraria de chevalier que é fixada no mínimo de 19 anos surgiu desta maneira mas teve breve período com a exigência de apenas 17; novamente existem exceções estaduais nos EUA. Algumas alterações também ocorreram para a Legião de Honra. A única fixação etária que permaneceu inalterada é a passagem automática do Sênior aos 21 anos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Um CARD, um DIPLOMA?



Todo jovem demolay tem ou já teve em suas mãos uma CID, Carteira de identidade DeMolay, ou no caso de alguns demossauros como este que vos escreve, tiveram até o famoso mas raríssimo Demolay Card. Os cards de reconhecimento e regularização tiveram inicio em nossa ordem no mesmo ano de 1919, baseando-se no uso e costume da maçonaria; de mesma forma ocorreu com os diplomas de iniciação.
De inicio a ordem no território dos Estados Unidos da América utilizavam seus Demolay Cards feitos em papel ou papelão; antigamente eram verdadeiras rifas improvisadas, impressas em papéis com dupla face, a frente alguma imagem simbólica que era alternada anualmente e espaço em branco para que fosse adicionado a mão o nome do portador, do capítulo e a assinatura do escrivão. Atrás havia um pequena mensagem informando que aquele determinado capítulo possuía uma carta regular para os seus trabalhos. E a impressão simbólica da assinatura do Secretário Geral, a saber, por longa data cargo ocupado pelo próprio Tio Frank Sherman Land. Seguia-se então nesta mesma face um mini formulário para que o portador preenchesse com seus dados pessoais; o inusitado é que não somente os dados normalmente indicados eram usados como cidade, estado, e assinatura, mas também eram pedidas as medidas de altura, a coloração dos olhos e dos cabelos e o mais peculiar, o tamanho dos pés. Infelizmente é notório que até hoje os EUA usam algo parecido, e ainda em papel.
No Brasil desde o inicio da ordem também usou-se dos Demolay Cards, que eram ainda também em papel, no entanto muito mais simplistas. Quem tinha a sorte de receber o seu tinha em mãos apenas uma tira de papel com um imenso logo do supremo conselho a frente juntamente com seu nome e número de cadastro, e no verso nada de grandioso apenas as datas de iniciação e elevação. Mais tarde as credenciais brasileiras foram rebatizadas como CID, Carteira de Identidade DeMolay, já emitidas em PVC, conservaram o estilo, com um frente simbólica e variável anualmente e um verso bem mais avançado, que conta com o nome do portador, categoria dentro da organização, nome do capítulo, convento, corte, e as datas dos graus, ai já inclusos a Ordem da Cavalaria. Ainda se percebe o número de cadastro visível as datas de emissão e validade, e na lateral um código de barra que um dia se Deus quiser ainda usaremos para alguma coisa. Este modelo é o em vigor em nossa nação e o mais avançado do mundo.
Como na maçonaria a Ordem DeMolay instituiu logo cedo o costume de conferir diplomas certificando a iniciação na ordem, no entanto estes diplomas de membros só eram concedidos quando o irmão recebia o grau DeMolay, atingindo assim sua plenitude como membro da ordem, tendo em si não somente os direitos mas principalmente os deveres de irmão, membro e exemplo de cidadão; este costume-se institucionalizou-se em todas as jurisdições do mundo e permanece assim até hoje. Antigamente os diplomas eram verdadeiras obras de arte, com enunciados belíssimos em letras góticas e figuras celestiais que denotavam a elevação espiritual produzida pelas iniciações de nossa ordem. O Brasil usou um modelo simples e sem nenhum acabamento por muito tempo, baseando-se em um papel branco com algumas linhas. No momento em que vivemos encontramos algumas versões um pouco mais estilizadas, havendo até em algumas a figura de nosso patrono Jacques DeMolay. Cada vez mais tem-se visto versões produzidas pelos próprios capítulos afim de sanar as falhas operacionais na emissão destes no âmbito e responsabilidade do supremo conselho.


Podemos com absoluta certeza dizer que os diplomas e as credenciais são características históricas de nossa organização e que guardam de certo modo nossa existência como testemunhas que nos acompanham a quase um século. O diploma é a certificação oficial do status de membro de um irmão e sua credencial a apresentação formal e comprovação de sua regularidade. Irmão demolay, tenha estes documentos consigo, exija-os e os guarde orgulhosamente.

sábado, 3 de abril de 2010

ANIMÉ TROPICAL



Eis que já se havia fundado a Ordem DeMolay no Brasil, já tínhamos nossos jovens animês vampiros vagando pelos mosaicos quadriculados nacionais; e o que mais caberia a fazer nestas terras? Muitos diriam que nada pois já havia a possibilidade de iniciar os jovens desse país e ensinar-lhes as virtudes de nossa fraternidade. No entanto, houve um feixe de luz sobre as mentes da época para que aqui se firmasse o desejo de soberania alavancado pelo mais legítimo ensinamento demolay de patriotismo. E adivinhem quem surge outra vez senão o nosso “bom velhinho”.
Nosso tio Alberto Mansur em 1984 já havia conduzido uma bem sucedida campanha de apresentação da Ordem DeMolay pelo Brasil, e mais uma vez tinha seus pés na cidade de Boston, oportunidade onde encontrou-se com o então Grande Mestre do International Supreme Council, o tio Don W. Wrigth. Apresentando-lhe o bem sucedido caso da ordem na nossa pátria onde em apenas 5 anos, sendo uma instituição nova e enfrentando o arcaico conservadorismo que não aceitava jovens trabalhando em templos sagrados, já havia logrado o resultado grandioso de 25 capítulos devidamente instalados e trabalhando, a solicitação de tantos outros e o gratificante número de mais de 3 mil jovens em suas fileiras. Era o prenúncio da maravilha que somos hoje.
Foi então na abençoada data de 12 de Abril de 1985, na câmara municipal da cidade do Rio de Janeiro que o tio Don W. Wrigth, GM do I.S.C; acompanhado do Irmão Steven W. Borror então Mestre Conselheiro Internacional entregaram nas mãos do tio Alberto Mansur a carta constitutiva do SUPREMO CONSELHO DA ORDEM DEMOLAY PARA O BRASIL. Na mesma data ainda foi assinado um Tratado de Mútuo Reconhecimento, Confiança e Irmandade. Este tratado estabelece já em sua primeira página que de acordo com a resolução adotada em Sarasota/ Florida, na data de 09 de Maio de 1984, in verbis “... CONSTITUI o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, Supremo Autônomo com Independência e todo o Poder e Autoridade em todos os assuntos pertinentes ao governo da Ordem DeMolay no Brasil e por meio deste RENUNCIA ao dito Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil a própria autoridade do Supremo Conselho Internacional...”.
Então depois dos E.U.A; Austrália, Canadá e Filipinas era o Brasil que conquistava sua posição como supremo conselho, posição soberana de onde passa a dialogar como igual para com as demais nações que haviam conquistado este status. Não mais eramos dependentes das orientações e permissões estrangeiras, mas livres para doutrinar sobre nossos próprios pensamentos enquanto instituição nacional. Passamos a ser soberanos para decidir sobre nossos próprios caminhos e principalmente, alcançamos o posto de reconhecidos e fiéis guardiões do magnifico esforço de investir na juventude, mantendo viva no Brasil a centelha abençoada que o nosso amado tio Frank Sherman Land havia iniciado.
Ao contrário de muitas instituições o inicio de nossas atividades não foi marcado por uma pedra em um canteiro de obras, mas por uma carta, ato dos homens em sua simplicidade diante de deus que foi basilar para que estivéssemos hoje fincando verdadeiros obeliscos na sociedade com o bom exemplo de nossos jovens. E acima de tudo, pelo fato de sermos a mais sincera, a mais filosófica, a mais tradicional, e principalmente a mais fraterna de todas as agremiações juvenis de nossa era, é que podemos dizer inequivocamente que temos todos, ativos e seniores, independente de graus ou honras no mais profundo de nossos seres, encravado em nossos corações o grande bloco sagrado, que não é rocha sólida, mas o altar inviolável onde selamos nossos votos. Lá esta a nossa razão de nos acharmos aqui reunidos. E com orgulho hoje podemos dizer que diante de tudo e todos, nós somos a pedra angular sobre o qual se baseia a ordem, nós somos todos o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil.

sexta-feira, 26 de março de 2010

BENDITAS REVISTAS



A Ordem DeMolay se estabeleceu no Brasil graças aos esforços do maçom Alberto Mansur, que tomou conhecimento da ordem em 1970, através da leitura do “ The New Age – July 1969”, comemorativo do cinquentenário da ordem. Assim bem já assevera o conhecido Wikipédia; pelo menos até ai. Esta viagem de nosso Dad Mansur foi uma das tantas realizadas por ele por encargo de sua posição a frente da maçonaria filosófica brasileira.
Mas o que pouca gente sabe é que outra figura, tão importante quanto já trabalhava pela introdução da Ordem DeMolay no Brasil. Em 13 de Novembro de 1957 era iniciado o querido tio Claudiomar Lopes Barcellos, na loja Fraternidade nº3; oriente de Pelotas/RS. Algumas semanas mais tarde já alimentando-se do conhecimento da biblioteca de sua loja ele depara-se com um exemplar em língua espanhola da revista “Life”, contendo grandioso artigo sobre as organizações paramaçônicas estadounidenses. Assim, exatamente, foi numa edição da “Life” que a ordem foi mostrada ao Brasil.
Estas duas benditas revistas plantaram em duas grandes mentes um firme e grandioso propósito. Em 16 de Dezembro de 1978 estes dois acabaram por encontrarem-se na concessão do grau 33 realizado na Sociedade Leopoldina, na cidade de Porto Alegre/RS; é neste momento que nasce a aliança que tornaria tão exitosa a experiência da Ordem DeMolay no Brasil. Mais tarde estes dois homens em conjunto fariam ainda em uma antiga máquina datilográfica a primeira tradução rápida do ritual demolay para a língua pátria.
Em 1974 era realizada na cidade do Rio de Janeiro/RJ a VII Reunião dos Soberanos Grandes Comendadores das Américas para o R. E. A. A; ocasião onde nosso tio Mansur conheceu pessoalmente o tio George A. Newbury, então Soberano Grande Comendador norte-americano; revelou a este o desejo de trazer para as terras tupiniquins a Ordem DeMolay. Este contato permitiu algumas tratativas iniciais mas ainda tímidas e sem efetividade de fato. Tempos mais tarde no ano de 1979, na cidade de Boston, nosso tio Mansur conheceu o então Grande Mestre do Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay, o tio C. C. “Budy” Faulkner Jr. Este foi o homem que dotado de grande visão e apoio incondicional a causa demolay autorizou a sua instalação em nossa nação, e em 06 de Março de 1980 nomeava Alberto Mansur como Oficial Executivo da Ordem DeMolay para o Brasil.
Deste ponto em diante foi um salto para termos a concretização de tão árduo trabalho, sendo na data de 16 de Agosto de 1980 a coroação quando da instalação do capítulo Rio de Janeiro nº001, na cidade de mesmo nome, tendo como corpo patrocinador o próprio Supremo Conselho do grau 33 do R. E. A. A; o capítulo máter da América do Sul. Nascia ai, dentro da histórica casa, aquela que já havia sido comandada por Nilo Peçanha, Quintino Bocaiúva, Joaquim Saldanha Marinho, pelo Marechal Manoel Deodoro da Fonseca e tantos outros, a hoje prestigiada Ordem DeMolay brasileira. Herdavam assim a dádiva e o privilégio de poder servir a humanidade com o mais alto serviço altruístico. A repercussão foi tanta que a própria revista “The International DeMolay CORDON”, a revista oficial do International Supreme Council alardeou em seu volume de nº30, em Dezembro de 1980 o grande feito realizado as margens do Atlântico.
A nossa querida e amada Ordem DeMolay cresceu, formou milhares de jovens e começou a influir diretamente na sociedade; assim surgiu o interesse e a curiosidade dentro de nosso país por saber o que de fato faziam estes jovens que conseguiam conciliar toda forma de lazer, os estudos e um tão abnegado serviço filantrópico. Ainda é possível recordar, e citar como exemplo disto a matéria produzida pela jornalista Thaís Ferraz para a revista Época, repleta de ansiedade no desejo de desvendar este mistério chamado Ordem DeMolay. As milhares de linhas escritas nos honram, mas é nossa trajetória que nos faz verdadeiramente dignos dos elogios dos homens de bem.

Matheus R. B. C. De Noronha
Sênior DeMolay

sexta-feira, 19 de março de 2010

"DAD" MANSUR


Aos nos aproximarmos do vigésimo quinto aniversário do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, é justo iniciar as comemorações de nossas Bodas de Prata com a lembrança daquele que de fato tornou tudo isto possível; nosso querido e amado tio Alberto Mansur. Este homem de origem libanesa, portando consigo o sangue fenício do antigo oriente, realizou no Brasil a obra de sua vida, a Ordem DeMolay.
Iniciado na sublime ordem maçônica alcançou o seu grande destino como construtor e obreiro da instituição, sendo reconhecido como maçom dedicado em anos de serviço. Serviu no honrado posto de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito do Brasil, trazendo consigo o inegável e raríssimo equilíbrio entre o tradicional sistema monárquico maçônico quando da manutenção das excelsas tradições, e o luminoso caminho da democracia, ao romper com os paradigmas e convocar pela primeira vez na história eleições para o mais alto posto da maçonaria brasileira.
Este homem vislumbrou uma nova e progressiva forma de construir o mundo, ao perceber que o investimento na juventude é o alicerce mais seguro para garantir um futuro melhor de nossa sociedade. Tomando para si a imensa responsabilidade de introduzir a Ordem DeMolay na nação do Brasil, interferiu diretamente no destino dos homens como poucos o fizeram em tão breve passagem por este plano de provas terrenas. Não deteve-se apenas ao inicio como preconizou o amado tio Land, mas foi além, desenvolvendo nesta terra auri-verde aquela que legitimamente por seus esforços tornou-se a maior organização de jovens do mundo.
Teve atuação vital de igual forma na introdução em nossa pátria, da Ordem Internacional das Filhas de Jó e da Ordem da Estrela do Oriente. Com isto não somente era exemplo de cidadão mas punha na prática os ideais iniciáticos; ora, haveria melhor altar as virtudes do que o coração humano? E melhor forma de condenar ao fosso as vicissitudes e a imoralidade, dando a cada ser humano a possibilidade de alimentar dentro de si a divina centelha que arde como testemunha de nossa natureza espiritual? Não se fazia apenas um beneficio para a maçonaria, mas dava-lhe novamente um sentido de existência, ora pois, a verdadeira maçonaria não é aquela dos belos trajes e templos cintilantes recobertos de riquezas, dedicada apenas a especular e a regurgitar seus títulos, mas a dedicada a operar de fato em seu meio e ser o método de transformação do ser filho de Deus e por consequência do todo.
Filho, irmão, marido e pai. Grande estudioso, comerciante, dedicou-se a inúmeras atuações em sua vida e fez dela um exemplo. Como todos os verdadeiramente grandes homens, não nasceu grande, mas fez-se grande pelo esforço e dedicação a causa do bem. Os homens de valor não são medidos apenas pelo número de amigos, mas de forma peculiar pelos seus inimigos que surgem naturalmente na defesa sólida de seus valores pessoais. Este nome controverso dentre muitos círculos é apenas um exemplo disto.
Hoje quando vemos a Ordem DeMolay brasileira, a maior e mais forte jurisdição do mundo, temos a certeza de que ela é o robusto Cedro plantado por nosso amado Dad Mansur, cujos jovens de suas fileiras, que encerram em seus lábios o mesmo antigo votum, serão eternamente as raízes e galhos da maravilhosa obra divina, aquela que a mais de 800 anos já era defendida por uma bandeira alva e rubra. Assim estava escrito, Maktub !
Tio Mansur, seu nome ecoará na eternidade, não pelos livros, mas em nossos corações.

Matheus R. B. C. De Noronha
Sênior DeMolay – CID 40942

domingo, 6 de dezembro de 2009

WALT DISNEY - 05/12

Povo, mais uma vez desculpem pelos poucos posts. No último dia 05/12 deveriamos ter relembrado a memória do nosso querido irmão Walt Disney.

Aqui um pouquinho desse grande DeMolay.

Disney foi iniciado no Capítulo Mãe em Kansas City, Missouri, em 1920. Ele recebeu a Legião de Honra em 1931. Disney foi um membro da primeira classe a ser introduzida no Hall da Fama DeMolay no dia 13 de novembro de 1986. Walt Disney (Cartunista extraordinário, intérprete - 1901/1966 ) - um ícone por gerações, um homem com uma visão, um sucesso feito por si mesmo que construiu um império com seus desenhos - foi primeiro um DeMolay.

"Eu sinto um grande senso de obrigação e gratidão para a Ordem DeMolay devido o papel importante que teve em minha vida. Seus preceitos foram inestimáveis tomando decisões, enfrentando dilemas e crises, sujeitando a face e ideais e conhecendo esses testes que são carregados quando compartilhados com outros em um laço de confiança. DeMolay representa tudo aquilo que é bom para a família e para nosso País. Eu me sinto privilegiado de ter participado da sociedade DeMolay." Estas foram as palavras de nosso querido irmão Walt Disney sobre a Ordem Demolay.

Disney nasceu em Chicago e criado em Marceline, Missouri. Ele passou a maior parte de sua juventude em uma fazenda, freqüentemente esboçava ilustrações dos animais. Depois, sua família mudou-se para Kansas City onde Disney fez pequenos trabalhos para ajudar a sustentar sua família, incluindo ser entregador de jornal por seis anos. Aos 15 anos, ele saiu da escola.

Antes do outono de 1917, a Primeira Guerra Mundial estava com toda força. Disney quis se unir ao exército na guerra, mas ele tinha só 16 anos e foi mandado embora. Determinado a ajudar, Disney viajou para a França e se tornou um motorista de ambulância da Cruz Vermelha. A ambulância de Disney não era enfeitada com camuflagem, mas com seus desenhos originais.

Disney voltou para Kansas City em 1918 e se tornou um artista. Depois de trabalhar em uma agência de publicidade local, Disney organizou sua própria companhia. Quando ele decidiu fazer do desenho animado sua profissão, Disney viajou para Chicago para assistir à Academia de Arte de Chicago pela noite enquanto trabalhava de dia. Depois de vários anos, Disney se mudou para Hollywood.

Em Hollywood, Disney formou uma pequena companhia com o irmão dele, Roy. Ele fez uma série de filmes de desenhos animados que ele chamou "Alice Comedies". Lá ele conheceu Lillian Bounds, que depois se tornaria senhora Disney. Durante os próximos dez anos, Disney sofreu tempos muito duros em sua carreira. Embora algumas das criações de Disney tinham êxito, os desenhos dele não puderam ser chamados distintos.

Para superar a fase difícil e contornar os prejuízos, Walt Disney criou Mickey Mouse em 1928. Mickey Mouse foi o primeiro de Disney e hoje, o mais amplamente conhecido personagem de desenho animado. Inicialmente Mickey chamava-se Mortimer Mouse e apareceu pela primeira vez no filme Steamboat Willie que foi exibido em Nova Iorque. Poucos sabem mas apesar de ser uma criação de Walt Disney, quem gerou a personalidade deste personagem foi o desenhista Ub Iwer. Até 1946 o próprio Walt Disney fazia a voz de seu personagem Mickey em todos os filmes. Em 1978, na celebração dos seus 50 anos, tornou-se o primeiro personagem de animação a ter uma estrela na calçada da Fama de Hollywood.


Um sucesso seguiu outro e antes da morte de Disney em 1966, sua pequena companhia havia se expandido para um império com cor, cinema, televisão e dois parques temáticos. Ele produziu clássicos longas-metragens animados como: "Branca de Neve e os Sete Anões", "Pinocchio", "Fantasia", "Dumbo" e "Bambi." Disney, junto com o seu pessoal, recebeu quarenta e oito Prêmios de Academia (Oscars) e sete Emmy. Ele também foi premiado com a Medalha Presidencial de Liberdade. O sonho de Disney não terminou com sua morte. Até hoje, Disney é um dos nomes mais reconhecidos mundialmente e o império dele continua se expandindo no século 21, e tudo começou com um homem e um sonho...

Walt Disney
, como todos já sabem, foi um grande DeMolay. Muito atuante em seu Capítulo, muito querido e muito respeitado por todos. Certo dia, quando estava apenas começando a sua carreira de desenhista, indicou um amigo, chamado Mickey, para que fosse iniciado na Ordem DeMolay. Passou boas referências sobre o garoto, o que levou a ser aprovado. Tão grande era o respeito que os demais DeMolays tinham por ele que acharam que não era necessária uma sindicância sob o forasteiro, e Mickey seria o único iniciado naquele dia.Chegando, então, o dia da iniciação, todos já demonstravam uma ansiedade em conhecer o profano que iria ser iniciado. Todos tinham certeza que realmente seria um grande DeMolay, pois Disney havia empenhado a sua palavra.Porém, Mickey, demorava a chegar, a cerimônia estava preste a ser iniciada e ainda não havia chegado. Naquela altura todos já perguntavam a Disney: onde está o garoto? Disney sempre respondia: no momento certo ele vai chegar. Alguns já pensavam em cancelar a iniciação, mas Disney não deixou. Pediu que começasse a cerimônia de abertura e que se o garoto não chegasse até esta se encerrar que cancelassem.Em um clima de constrangimento os DeMolays começaram a cerimônia de abertura do Grau Iniciático, quando esta acabou os irmãos notaram que o garoto Mickey não havia chegado. Todos estavam decepcionados com o garoto e, também, com que o indicou.Foi então naquele momento em que o Irmão Walt Disney surpreendeu a todos. Ele dirigiu-se até o altar e disse: “O garoto Mickey esteve este tempo todo comigo, já está na hora de apresenta-lo a vocês”. Todos se espantaram, pois ninguém havia visto o garoto. Foi então o momento em que Disney tirou de dentro de um grande envelope um desenho e, logo em seguida, apresentou a todos seus irmãos DeMolays. Era o desenho de um camundongo simpático e sorridente. Ninguém estava entendendo e Disney complementou: “este é o Mickey, ele não vai decepcioná-los”. Mickey, um simples desenho e até então desconhecido por todos, simbolicamente, e com um DeMolay segurando o desenho, percorreu as colunas, fez seu juramento e foi iniciado como todos nós, tornando-se assim um DeMolay.Anos mais tarde, Walt Disney, criou o maior parque de diversões, a Disney World, e sempre com muito orgulho dizia: “lembrem-se, tudo isto começou com um camundongo”. Mickey, conforme prometeu Disney, não nos decepcionou: é um camundongo muito querido e simpático, praticante dos bons valores e virtudes DeMolays, assim como foi o seu criador. É a grande figura daquele parque, ocupando o lugar de maior destaque.Hoje, Walt Disney, está inscrito no “Hall da Fama DeMolay”, e Mickey pode ser encontrado no International Supreme Council. Ambos estão imortalizados em nossas memórias, pois fizeram parte de nossas infâncias, assim como continuam, e continuarão, a fazer parte da infância de muitas crianças.
Esta é uma das charges publicadas na revista "Cordon", uma revista oficial do ISC. Esta foi publicada em 1932. Uma série de pequenas charges com o Mickey e outros personagens de Disney foi publicada por alguns anos, ao que se sabe esta ai foi a primeira, onde eles decidem por fundar um capítulo. Pouco depois quando o Pato Donald foi criado ele começa a aparecer no "Cordon", mas como alguém que não pertence ao capítulo e que tenta invadir as reuniões. Abração a todos...

* Imagens retiradas da internet.